sábado, 22 de abril de 2017

2 - PREPARAÇÃO - ETAPAS QUE ANTECEDEM A VIAGEM - parte 2

Bom dia !!! Bom dia !!!
Acordei com o pique todo para segunda parte do processo, bem adiantado, tomei café, liguei o computador e com muita calma me preparei para o exame psicotécnico, tudo passa na cabeça, como é a avaliação, quantas pessoas estarão lá, qual a nota que tenho que alcançar, que tipo de resposta, entre outras situações.
Conversei com um amigo que fez o exame e disse ele que tinha um livro para ligar as imagens e completar a figura e outra de ligar pontos. Já fiz no passado estes tipos de teste, mas não para este fim. Quando tirei a carta - CNH, pela primeira vez, houve um teste parecido,mas lembro que era para fazer traços em uma folha sem ver, começava traçando e colocavam uma proteção que impedia de ver o restante da folha e pediam para continuar, na época, não sei como foi a avaliação, pois não tive o feedback da mesma, mas sei que tirei a CNH, então devo ter sido avaliado dentro do padrão de loucura desejável. 

No mesmo dia que peguei os protocolos da agenda, liguei para a clinica. Fiz como a menina do DETRAN orientou e, adivinha? Realmente a pessoa conseguiu adiantar o exame para o primeiro horário da manhã, havia necessidade de o exame médico estar pronto e trazer a folha de relatório da outra clinica. 
Cheguei no prédio com todo o pique e vontade para fazer o exame. Achei um lugar para estacionar logo em frente, para variar ZONA AZUL e para variar mais ainda não havia sequer uma pessoa para vender o cartão, as lojas só abriam as 9:00 ou 10:00 e o exame estava marcado para as 9:00. Possivelmente também se achasse um ser humano representante da empresa da fiscalização da ZONA AZUL, o mesmo não teria troco, sempre é assim, aliás nem sempre, mas com uma grande frequência. Nunca tem troco, nunca sabem de nada. Só para ilustrar outra vez estava na praça na Rua Oswaldo Cruz com a Goiás, eram 9:10 da manhã, nenhum carro estacionado, nenhuma alma viva ainda naquele lugar, pois é, apareceu uma moça, que percebi que estava com outro agente em treinamento. Ela se aproximou, com toda a delicadeza e disse: " O Senhor tem dez minutos de tolerância", olhei fundo nos seus olhos e disse: " Por favor, faça a comunicação formal pelo sistema ", ela ficou meio sem jeito e emitiu o comunicado.
Sinceramente não entendi nada a abordagem, pois quando uma pessoa esta no carro a tendência é sair rápido, pois esta esperando alguém. E também não havia até o momento em minha vida ser abordado por um agente que comunica que vc tem uma tolerância de dez minutos, mas não faz a comunicação para anteceder a autuação, estranho, não é ?
Mas isso, não vem ao caso é mais para ilustrar mesmo. Como penso que os agentes são orientados a resultado, ou seja, observar e multar, não vou ficar me amarrando neste assunto. O meu negócio era passar no exame psicotécnico. 

Olhei para um lado, olhei para outro, pensei e sai do carro "Seja o que Deus quiser", espero que quando sair não tenha a surpresa da multa. Tranquei o carro, atravessei a rua, a minha frente um prédio de escritórios, com um portão de grade branco, sujo, parecia mais um cinza bem claro, as paredes de pastilha azul claro, uma porta de vidro e a recepção, percebi uma certa movimentação ali, pessoas chegando, chegando e muitas aguardando no hall de entrada, me dirigi para o balcão e disse que tinha agendado com a profissional para o exame psicotécnico, imediatamente o rapaz me pediu meu RG e fez um rápido cadastro, olhando para mim, disse que só abriria as 9:00, olhei para o relógio e eram 8:55, pensei comigo naquele momento, paciência não é?
Naquele tempo que faltava para chegar o horário fiquei olhando as pessoas, observando o lugar e percebendo como todos estavam ansiosos. Pensei quanta gente para fazer o exame, vai demorar. As conversas entre as pessoas se referiam as dificuldades de fazer algo, possivelmente o exame, ou mesmo, de saber se estava bem ou como era. E continuavam chegando mais pessoas, olhei novamente no relógio e eram 8:56. O tempo começou a não colaborar com a minha ansiedade, tentei me acalmar - Grus Fa Ba, lembrei de uma passagem do filme BAD BOY 2, que o capitão repetia este tipo de mantra para tirar a tensão. Dizia ele que era usado pelos esquimós, até pelas mulheres em trabalho de parto e acalmava, mas não fiz. Continuava a observar as pessoas que agora se aglomeravam pelo corredor e na recepção. 8:57, prometi que a partir daquele momento não olharia mais o bendito relógio. Abri o whatsapp, para ver se tinha algo, nenhuma mensagem, a não ser aquelas dos grupos de bom dia !! Minha mão começava a suar e meu estomago a ficar com uma sensação de apertado, respirei fundo, havia prometido para mim mesmo não olhar no relógio, mas quem sabe este movimento a pessoa da recepção percebe a nossa impaciência, fiz o movimento e com o rabo do olho, vi a hora, eram 8:57 ainda. Devo estar muito tenso mesmo, sai do canto que estava parado e fui em direção a porta para disfarçar meu nervoso e ganhar tempo, aproveitei para olhar o carro também, foram alguns passos para irmos alguns momentos para observar o nada, enquanto a minha mente se enchia de indagações, dos porquês, dos praques, olhei para o tempo, algumas nuvens no céu, carros, de repente as pessoas que estavam próximas a mim começaram a movimentar-se para dentro do corredor em direção ao elevador, uma fila enorme formou-se chegando bem próximo a mim, olhei para o recepcionista e ele acenou com a cabeça, entendi que era chegado a hora. Eram dois elevadores para atender uma enorme quantidade de pessoas, não me lembro ao certo, mas havia mais de dez andares, e um tempo de espera relativo, de cinco a dez minutos, entre uma carga e outra, fique preocupado com o horário, pensei em subir de escadas, pois era no primeiro andar. Foram três cargas e chegou a minha vez, fui o último a entrar, pois seria um dos primeiros a sair, pela quantidade de pessoas que haviam subido, imaginei que seria o último do horário, ou coisa parecida. Entrei no elevador apertado, cheio, quente, muito calor humano, odores dos mais diversos, suor, perfume, shampoo, sabonete, ainda bem que é no primeiro andar, pensei. Pessoas inertes, sem sorrisos, olhos baixos, com a fisionomia de preocupação, velhos, adultos, adolescentes e jovens, lotavam aquele espaço. Cada um informando o andar, vozes, grossas, finas, agudas, cansadas dos mais diversos tipo e entonação, resolvi eu observar o painel e o primeiro andar já estava acionado.
- Mais alguém? - Indaga uma pessoa de dentro do elevador, o acessorista. Caramba ? Como mais alguém? Só se sair um, Pensei.
Foi a viagem de um andar mais longa que já tive, um tempo que não ficará marcado em minha memória, mas vou deixar aqui gravado no blog.
Quando o elevador parou, levou uns segundos para a porta abrir. Ao abrir, somente eu sai, não entendi nada, olhei para um lado e para outro. A frente as escadas. Me dirigi para a direita um corredor branco, enorme, paredes marcadas pelas gorduras das mãos e sujeiras que os serem humanos educados deixam ao apoiar os pés para aguardar e descansar em pé. Passei pela primeira sala, uma porta dupla de madeira, daquelas antigas, um branco amarelado, uma delas aberta deixava a visão da recepção e algumas cadeiras encostadas na parede. Um papel sulfite impresso e colado na parede indicava o local EXAME MÉDICO, não consegui ver ninguém naquela sala e continuei andando pelo corredor. Passei por uma porta de vidro que estava fechada, algumas cadeiras de vime e bambu, uma escrivaninha com apoio de vidro um computador e uma impressora, a frente da escrivaninha que parecia ser a recepção uma cadeira de escritorio fixa na cor preta, dentro da sala podia-se observar, três portas, de repente mais três salas? Mas, não consegui definir. Dei alguns passos a frente e as outras salas não eram do exame psicotécnico, possivelmente a sala de vidro, mas não estava com o número. Quando eu voltei no corredor após buscar a sala e deduzir que a sala seria a da porta de vidro me deparei com um menina, obviamente, de cabeça baixa olhando para o celular e digitando, sem conseguir uma relação interpessoal e nem sequer um bom dia, continuei a aguardar olhando para a sala, vazia. 

Passaram-se ali alguns minutos, a psicologa estava atrasada, ainda sim sem nenhuma reação a menina continuava a digitar e observar o celular, pois é. 
Mais uma pessoa chegou, agora um rapaz, agitado. Perguntou se fomos atendidos, mas se nem havíamos entrado, mas decidi responder que " Não" - cordialmente.
Houveram alguns comentários sobre o atraso da avaliadora por parte do rapaz, enquanto isso a menina não desgrudava os olhos do seu aparelho celular. Uma pessoa se aproximada, vestida de branco com uma jaqueta com um tom avermelhado escuro, um lenço, brincos e um colar, cabelo de tom claro, obviamente tingido, o tipo de penteado com escova, cumprimentou-nos e entrou na sala em seguida o rapaz, apressado, entrou na sala. Ela perguntou quem havia chegado primeiro. Um olhou para o outro e eu disse que a menina havia chegado primeiro, ela entrou em outra sala e cumprimentou outra pessoa que estava lá dentro. Fique sem muito entender, mas, continuamos a aguardar. Ela chamou um a um e preencheu os dados. Convidou-nos para entrar em um outra sala. Parecia mais uma sala de aula com um quadro (lousa) e várias cadeiras fixas tipo universitária, pediu que escolhêssemos um lugar, fiquei próximo a porta de uma maneira que possa observar tudo.
Como ela estava atrasada, pediu que prestássemos atenção para aplicação dos testes.
O primeiro era de observação e identificação, eram setas para cima para baixo com pontos internos nas cores brancas e pretas, tínhamos que identificar e riscar os padrões encontrados, havia um tempo para execução. Pediu para completar os dados de identificação e disse valendo. Eram 5 minutos. No inicio tentei fazer de uma forma rápida e assertiva, mas observei que a possibilidade de erro era grande. Adotei outro padrão, fazer de uma forma menos veloz mas com eficiência maior, quando acabei havia tempo suficiente para voltar e rever todas as linhas novamente. Observei que havia errado uma na penúltima linha e outra na ultima, isso pelo que observei era já o cansaço da repetição do padrão.

entregamos a avaliação e foi nos dado outra. Agora era para dar continuidade aos traços já iniciado, disse que teria q ser constante e fazer com que parecesse os primeiros. Haveria algumas observações que ela falaria durante o a aplicação do teste e assim foi. Começamos, fiz de uma forma objetiva tomando cuidado com o tamanho distância e frequência. Já na segunda etapa comecei a prestar atenção na sala e observei que as pessoas faziam muito mais rápido que eu, não sei qual a qualidade, mas a quantidade era enorme. Não me ative a isto, mas fiquei curioso em ver. Após o término dos testes a avaliadora pediu que esperássemos na recepção, fomos todos para lá. Algumas conversas paralelas daqui, outras dali, mas nada de novidade. Ela voltou, disse que todos estavam dentro do padrão com os perfis de cada um e passou a completar as fichas para levarmos para o DETRAN. Cobrou os valores, disse que só poderia ser em dinheiro, mas não tinha troco, um absurdo, mas factível. Pensei comigo a quanto tempo esta pessoa faz os exames e sabe que as pessoas nem sempre trazem o valor trocado, mas tirando isso, missão cumprida. Fiquei aliviado.
Desci pela escada, quando cheguei lá embaixo a mesma fila de uma hora atras se estendia pelo corredor da recepção, pedi licença e passei pelas pessoas até o balcão, cumprimentei o rapaz e sai para a rua, naquele momento, várias pessoas andando, eram aproximadamente 10:45 da manha e fui até o carro, quando cheguei o temido havia ocorrido, multa por não ter o cartão, acreditem!! 

Isso não me tomou os nervos e segui para o ATENDE FÁCIL dar entrada no processo da CNH, chegando lá foi muito rápido a própria recepcionista do DETRAN da parte da triagem pegou os papeis e fez o protocolo, indicando que daquela data a uma semana estaria pronta. Agora era só restava esperar. Feito!!
Muita expectativa para a data, muitas aventuras esperam, muita coisa para acontecer. 


Mais uma etapa cumprida para ser um UBERCAB. 


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